Foto: Tiago Petrik
[Tiago Petrik]
Subi ao alto da Gávea pra cometer a heresia que apresento abaixo. Como Deus é carioca, ou pelo menos gastou boa parte dos seis dias da Criação por aqui, espero não ser fulminado por um raio.
1 – Amar ao Rio sobre todas as coisas e ao mar como a si mesmo.
2 – Seu santo nome é São Sebastião, mas pode chamar só de Rio mesmo.
3 – Guardar sábados, domingos, carnavais, réveillons e outras datas pagãs para a comunhão com os amigos.
4 – Honrar essa paisagem linda.
5 – Não matar a pelada nem o chope semanais.
6 – Não pecar contra a castidade da mata.
7 – Só roubar beijos, mesmo assim com consentimento.
8 – Não levantar falso testemunho. Exemplo: essa correria na areia não é um arrastão, impressão sua.
9 – Não desejar a mulher do próximo. Mas olhar pode, porque o que é bonito é pra se ver.
10 – Não cobiçar as coisas alheias. Portanto, deixemos São Paulo com os engarrafamentos e Brasília com os políticos.









































21 comentários
acho que alguns deles podem ser aderidos aos povos de outros estados. muito bom!
Honrar as paisagens é digno de uma crônica exclusiva, porque tem gente que diz adorar o Rio mas rega as plantinhas com xixi, joga no chão as bitucas de cigarro… honrar não é ir só se aproveitar, e preservar! bjos, Roberta
poo tive q comentar, esse lance de associar brasília e política eh algo básico,normal, mas pra nós brasilieses é tão chato, parece q todos somos politicos, ou filho de politicos…….preguiça disso =(
mas mto boms os 10 mandamentos ai, espero um dia morar um tempo ai, deve ser bom demais!
“Portanto, deixemos Rio de Janeiro com sua guerra civil”
Simplismo ofende não?
Não era pra ofender, só provocar. Bjs,
Toda cidade tem seus encantos e suas tragédias,mas o que vale é fazer o marketing positivo!Não sou carioca,mas gostei do post!São Paulo (a capital) é bem feinha e não tem a beleza natural do Rio,mas nada que a ponte aérea não resolva quando quisermos fugir da poluição e dos engarrafamentos,certo?Bjs!
Mandaram bem nos mandamentos. Menos a provocação de número 10. Desnecessária. Mandaram mal…
Muito bom, só quem é carioca pra entender a essência dos mandamentos!
Só faria um pequeno adendo no mandamento 9: desejar pode, oras, só não pode pegar heheh.
Beijos, vocês são o máximo!
É legal. Só não gostei do banner enorme piscando do lado. Disputa atenção com o texto e incomoda.
Puuuuuuuxa, associar Brasília à políticos é tão chato! Como menciona um colega acima. Tá certo que a gente não tem essa beleza toda, mas também temos coisa legais por aqui.
Mas antes de tudo: Viva Brasil!
Que delicia de post e é engracado ler novamente esta pequena “guerra” eentre Rio e Sao Paulo. Brasilia nao posso comentar pois nao conheco, somente pagando os impostos mas… nao se ofendam, esses coments sao coisa de carioca… somos assim, cabeca fresca e sorriso a mil, mesmo com a bandidagem a nos ferrar e torcer contra todos os dias, acordamos felizes! Wellcome!
A-M-E-I !!!!!!
A-M-E-I!!!!!!
Só sendo carioca para entender!!!!
http://euamosapatilha.blogspot.com/
http://vouterqueusarisso.blogspot.com/
Domingo nao é uma data pagã, é considerado como o dia de Deus, por isso as missas de domingo são tão importantes.
Nossa, estou impressionado. Tropecei no blog e no post por coincidência. Estive no Rio há uma semana atrás. Por motivos profissionais, óbvio. O Rio de Janeiro está em último lugar na minha lista de lugares turísticos, em penúltimo estava Tikrit. Morei em São Paulo, Porto Alegre, nascido e criado na maravilhosa e civilizada Curitiba. Vou a Brasília freqüentemente e sempre me emociono ouvindo “A Sinfonia da Alvorada”. Também gosto da Sinfonia do Rio de Janeiro. Mas, para quem conhece a história nós sabemos que o Rio morreu, não existe mais. Explico. Meus dias no Rio confirmaram tudo que eu pensava sobre a cidade. Sim, o Rio possui uma geografia única e privilegiada, porém, as desvantagens são tão maiores… Um exemplo, se pudéssemos trocar o Pão de Açúcar pelas favelas, que valeria mais? O que é melhor ter o Cristo ou o Bope? Sinceramente, venderia o Cristo fácil para não ter um João Hélio morto. Nos meus pensamentos tenho caras imagens de um Rio de Noel Rosa, da Urca e até de Debret, um Rio de fantasmas como Getúlio indo ao Catete, acompanhado no carro por Lindolfo Collor. E claro, de João do Rio, até o nome do blog é irônico, um empréstimo desautorizado e alterado, de um livro encantador, não fundamental, pois não é realismo francês ou modernismo alemão. Mas, um livro escrito por uma alma carinhosa. Tão longe do Rio de hoje. Não há nada de encantado nas ruas do Rio de Janeiro, pegue o primeiro parágrafo do livro e troque todos os verbos pelos seus antônimos; no lugar do amor coloque ódio, você aí sim terá a alma emporcalhada e sebenta das ruas do Rio. Isso foi o que notei em primeiro lugar quando cheguei aqui, tudo é tão sebento, até em restaurantes “considerados” pelos gastrônomos semialfabetizados. Fui conhecer a Lapa, pouco me importando com essa boêmia desgraçadamente incivilizada de hoje. Deus! (o de verdade, não esse Deus do Rio, rasteiro, imbecilizado e que criou uma privada bem decorada; Deus mesmo, o Deus do Big Bang, do tempo de planck), que lugar é esse, nunca tinha visto tantas fezes humanas nas calçadas, sem falar no cheiro de urina, por todos os lugares. Um lugar muito, mas muito sujo. Com turistas estrangeiros pobres… engraçado, não é? Carioca pensa que todo gringo é rico, vi um alemão mochileiro, juntando trocados para almoçar as quatro horas da tarde num pé sujo. Também vi na Lapa uma falante de francês enamorada por um carioca “sarado” – como se diz por aí – mas feio e tosco igual a um cão sarnento. Pobre coitada! Isso é saudavelmente “pecar contra a castidade”? Para mim parece um simples distúrbio sexual. Depois fui à Copacabana, sim o mar é lindo, mas o mar de Fiji e Padang Padang também são, e conheço praias na abençoada Florianópolis que também são belas e orgulhosas criações de Deus. Portanto, este bairrismo carioca me parece mais recalque que orgulho. Não vejo paulistas ufanando-se (vangloriar-se), tampouco brasilienses. Depois desisti de conhecer outros lugares, não fui ao Cristo, nem conheci o Pão de Açúcar, estava cansado em ouvir o sotaque nas ruas. Lingüistas, salvem essa gente de seu sotaque caipira, sim, caipira. Existe essa falsa idéia na qual cariocas acham-se muito cosmopolitas, mas não percebem que a começar pelo sotaque demostram um profundo espírito de caipira, de provinciano. O sotaque arrastado lembra alguma coisa de um Jeca Tatu criado na praia. E quanto a intelectualidade carioca? Nada é mais bizarro nessa hollywood de quinta. Para quê serve a Biblioteca Nacional? Para quê tantos teatros? Se tudo que existe dentro deles é boçalidade e ignorância? Para que filmar tantos filmes se todos são belas porcarias, “pobrezinhas intelectuais”? Ainda estamos na pré-história da arte, com representantes do nível de José Padilha e Walter Salles. Para finalizar, aqui vai um pouco de lucidez: “Um espírito malicioso já definiu a América como sendo uma terra que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização. Poderíamos com mais razão aplicar a fórmula às cidades do Novo Mundo: vão da frescura à decrepitude sem se deterem na antiguidade”. (Claude Lévi-Strauss) Troque “América”, por Rio de Janeiro e tudo estará muito bem definido.
Quanto ódio nesse coraçãozinho… Fica em paz aí, tá?! Melhoras!
Beleza seus 10 mandamentos, Tiago, até já encaminhei o endereço para amigois que estão morando fora do Rio e morrem de saudade. Os mandamentos servem também pra exorcizar certas energias pesadas que de vez em quando pairam aqui no blog… Xô! Parabéns, Tiago e Rê, sempre é bom passear pelo RioEtc.
Beijos
Ana Flores
Valeu, Ana! Beijos,
Volte sempre Rodolfo….o Rio te receberá de braços abertos
RODOLFO: É por essas ‘coisinhas miúdas’ que brado de PEITO E BRAÇOS ABERTOS: Sou um PAULISTANO INTELIGENTE: MORO NO RIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vc é do SUL?????? Desagregador….continue assim…só ‘estando’…O dia que vc ‘FOR’…Poderemos ouvir (ler!) algo diferente…Desculpe-me, mas parece que aportou das naus navegantes de outrora!!!!
Posso apenas dizer que o Rio representa bem o que é o Brasil: infindáveis belezas naturais habitadas por pessoas que querem tirar vantagem em tudo.
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